Caixa Econômica sobe juros do financiamento da casa própria

Esta sexta-feira é o último dia para fechar contratos de financiamento da casa própria antes do reajuste dos juros da Caixa Econômica Federal. O aumento das taxas, antecipado pelo GLOBO, foi anunciado oficialmente nesta quinta-feira pela instituição, que é líder em empréstimo habitacional no país. A partir de segunda-feira, quem for comprar imóveis com valor superior aos R$ 750 mil, máximo permitido no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), terá os juros elevados de 9,2% ao ano mais TR (Taxa Referencial) para até 11% ao ano.

No âmbito do SFH, as novas taxas variam de 8,5% ao ano a 9,15% ao ano. Antes, esse intervalo era de 8% ao ano a 9,15% ao ano.

As taxas mais baixas são para clientes do banco, funcionários públicos e clientes que tenham conta salário na Caixa, o chamado relacionamento com o banco. As mudanças só atingirão os novos contratos. Não valem para quem já tem financiamento com o banco. Também não haverá mudança nos financiamentos do programa Minha Casa Minha Vida e da Carta de Crédito do FGTS, que financia imóveis com valor até 190 mil. Esses empréstimos são voltados principalmente para a população de baixa renda. É o que mostra reportagem de O Globo. O aumento dos juros da casa própria é mais um ajuste na economia em linha com as propostas da nova equipe econômica para reequilibrar as contas públicas. Em 2012, a presidente Dilma Rousseff usou os bancos públicos para forçar a redução dos juros ao consumidor. Segundo a Caixa, os juros dos financiamentos da casa própria ficaram estáveis durante todo o ano passado. A fatia da Caixa no financiamento imobiliário é de nada menos que 75,6%.

No SFH está a maioria dos financiamentos da casa própria no país. Nele são usados recursos captados na caderneta de poupança e do FGTS.

Taxas continuam atraentes, mas é preciso ter cuidado

Para Miguel Ribeiro de Oliveira, da Anefac, mesmo com o aumento, as taxas praticadas pela Caixa ainda continuam atrativas. No Bradesco por exemplo, as taxas para imóveis de até R$ 750 mil são de 9,2% ao ano, e para imóveis entre R$ 750 mil e R$ 5 milhões sobe para 9,8%. Mas o Bradesco informa que essas taxas podem ser mais baixas, dependendo do relacionamento que o cliente tem com o banco. O banco informou também que, por enquanto, não há informações sobre aumento de juros dos seus financiamentos imobiliários. O Itaú Unibanco não informou as taxas praticadas no crédito habitacional, porque “as taxas de crédito imobiliário são personalizadas de acordo com o perfil de relacionamento dos clientes”.A instituição diz que as taxas estão mantidas, sem aumentos.

O Banco do Brasil informou que não há previsão de reajuste de taxas para a compra da casa própria. As taxas praticadas também dependem do relacionamento do cliente com o BB. Para imóveis de R$ 190 mil até R$ 10 milhões, as taxas cobradas variam de 9,4% a 9,6%. As taxas de financiamento imobiliário praticadas pelo HSBC dependem do relacionamento com o cliente, informou no banco. O Santander não informou se reajustará as taxas e nem divulgou os juros que pratica atualmente. Miguel lembra que para quem está em dúvida entre comprar a casa própria ou alugar um imóvel, a primeira opção continua sendo mais atrativa. Isso porque, o aluguel custa algo como 0,8% a 1% do valor do imóvel.

Tomando a maior taxa de juro ao ano cobrada pela Caixa (11%) chega-se a um juro mensal de 0,87%. — Ou seja, o valor do aluguel e o do juro mensal da parcela da casa própria estão muito próximos. Portanto, é melhor comprar, já que se trata de um investimento em um bem. Segundo dados do BC, o Brasil tem R$ 424,1 bilhões em contratos de crédito imobiliário ativos. É o crédito que mais cresce no país: nos últimos 12 meses, saltou 27%. — Houve uma mudança de discurso quando a nova equipe econômica assumiu. Esse aumento da Caixa é mais um sinal dessa nova costura — ressalta o economista-chefe da INVX Global Partners, Eduardo Velho.

Fonte: Tribuna da Bahia | www.tribunadabahia.com.br
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